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PASTORAL - AÇÃO EVANGELIZADORA
A Universidade São Francisco assume sua confessionalidade religiosa cristã franciscana de maneira aberta e ecumênica,
oferecendo a seus alunos, professores, funcionários e comunidade a quem serve, além dos recursos e objetivos
próprios de uma Universidade, uma formação integral, profissional, científica, ética e
humana segundo as orientações de seu patrono Francisco de Assis, buscando encarnar na realidade social de nosso
tempo e do meio em que vivemos a mensagem da boa nova do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
PASTORAL
Na universidade, pastoral é o trabalho de cristãos empenhados em permear o ambiente universitário com
o espírito do Evangelho, de forma a anunciar e transformar em boa nova a vida universitária, colocando a produção
e transmissão do saber científico a serviço da pessoa humana (Estudos da CNBB, nº 56, par. 224 e
320).
Fazer pastoral é transformar intenções em ações, é dar atitude aos valores que pregamos
e realizar obras que correspondam aos ideais da fé que confessamos (Tg 2,17).
Desse modo a pastoral precisa abrir espaços de diálogo entre fé e razão que sejam expressão
da busca e construção do saber, da justiça, da mudança e do futuro necessários à
realização do Reino de Deus. É preciso que isso aconteça para que exista a vivência do Evangelho.
Duas situações nos levam a refletir de maneira especial sobre a pastoral:
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a parábola do bom samaritano (Lc 10,25-37) coloca em termos extremamente concretos qual deve ser a missão da
pastoral. Um serviço à comunidade, especialmente um serviço às pessoas caídas, no sentido
de resgatar a cidadania e a dignidade da vida. O sentido profundo da pastoral é de continuar prestando este serviço
de Jesus.
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Francisco descobriu a pessoa de Jesus Cristo como irmão, descobriu a fraternidade universal como a grande mensagem
do evangelho; descobriu a presença de Jesus Cristo nos leprosos e nos pobres deste mundo. O ir e o estar entre os rejeitados
e excluídos, os leprosos, lhe desvelaram em seus rostos o rosto de Deus e do Cristo; este fato produziu nele a cristológica
descoberta de que eram irmãos e irmãs seus. Conseqüentemente as criaturas todas são vistas e assumidas
como irmãos e irmãs. A partir de então o mundo criado não é visto como inimigo do qual
se deve fugir ou defender, mas como companheiro e solidário no processo de humanização e realização.
AÇÃO EVANGELIZADORA
Ação Evangelizadora é o desenvolvimento de "competência duráveis", mas não
dogmáticas. É a capacidade de pensar, inclusive de pensar sistêmica e estrategicamente. A capacidade de
aprender coisas novas, de criar, inovar, de empreender e fazer acontecer. A Ação Evangelizadora é também
"alfabetizar" pessoas em áreas como ecologia, participação política, ética, cidadania,
ciência da religião e outros, é reconhecer a importância de todos na sociedade, é fazer enxergar
a conexão de tudo isso com o que acontece no dia-a-dia, é a possibilidade de realizarmos o protagonismo histórico-ético
-estético do sujeito humano que somos.
AS DIMENSÕES DA PASTORAL-AÇÃO EVANGELIZADORA
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Dimensão transversal formação humana
Nessa dimensão a maior prioridade é o compromisso que devemos assumir junto às pessoas que mais sofrem
ou que são vítimas de injustiças, preconceitos ou de qualquer outra situação que negligencie
os valores fundamentais do evangelho. É o resgata do humano.
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Dimensão transversal celebrativa
Celebrar é humanizar a vida na mesma medida em que divinizamos nossa cotidiana humanidade, oferecendo a Deus nossas
alegrias, dores, tristezas, angústias e tensões. A celebração tem uma dimensão formativa,
catequética e teológica, pois deve nos permitir "abrir os olhos" aos "sinais do Reino" que
acontecem em nosso meio e que vão surgindo na dinâmica do compromisso que vai sendo assumido pelos grupos de
pastoral. Na celebração buscamos absorver as forças que nos permitirão continuar vivendo a utopia
do Reino. É na comunhão gratuita de Deus que se entrega de corpo inteiro a nós - na Eucaristia - que
renovamos nosso amor e o nosso próprio jeito de ser fraternal. Sem dimensão litúrgica que verdadeiramente
expresse o trabalho do povo (em seu sentido etimológico), não há vida cristã que se sustente e
pastoral que possa caminhar com estabilidade e firmeza diante dos desafios da vida.
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Dimensão transversal reflexiva
Esta dimensão segue duas linhas:
a) A formação teológica e bíblica que visa a renovação, atualização
e o aprofundamento das convicções de fé de um ponto de vista crítico, ecumênico e cada vez
mais aberto ao diálogo com a ciência e as demandas tanto da vida acadêmica quanto das áreas profissionais
ligadas aos diferentes cursos que são oferecidos pela Universidade.
b) A formação social e política que visa refletir, discutir e oferecer aparato crítico sobre
a sociedade, seus problemas e conflitos, com possibilidades de se vislumbrar atitudes de esperança que possam fortalecer
utopias de transformação da realidade capazes de superar passividade, indiferença, ingenuidade e outras
atitudes fatalistas, deterministas ou meramente assistencialistas acerca da dimensão sócio-política da
práxis cristã.
OBJETIVOS
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criar oportunidades para o despertar de uma relação humana que resgate o valor da experiência do amor
e conhecimento de Deus anunciado por Jesus Cristo;
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favorecer um diálogo maduro entre fé e razão que sirva ao aprofundamento de uma consciência ética
e de um compromisso social cada vez maior da ciência com a solução dos problemas mais urgentes que afligem
as maiorias empobrecidas de nosso mundo;
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formar na fé, educadores, educandos profissionais e cidadãos comprometidos com uma visão humanística
e ecumênica, fundamentada em valores como a fraternidade, solidariedade, justiça, direito, amor e esperança;
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contribuir para o testemunho explícito da fé de cristãos que assumem a sua militância no desempenho
de suas atividades acadêmicas, através da liturgia, da formação bíblico-teológica
ou encontros de formação dentro do ambiente universitário;
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desenvolver, a partir do referencial da fé cristã, um espírito crítico nas atividades de ensino,
pesquisa e extensão, de modo a colocá-las sempre mais a serviço da comunidade;
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abrir o espaço universitário aos cristãos das comunidades e movimentos eclesiais contribuindo com a
formação de lideranças leigas de um lado, e a conversão da própria comunidade universitária
às causas da evangelização, de outro;
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proporcionar a vivência de valores evangélicos especialmente presentes na cosmovisão franciscana, tais
como: a defesa e a preservação da vida, o compromisso com a ecologia, a solidariedade com os pobres e fraternidade
na relação com os outros.
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