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Pesquisa

Projetos de Pesquisa

Projetos de Pesquisa

Biologia Celular e Molecular de Tumores

Titulo: Análise do Perfil Inflamatório e da expressão de genes em modelos de colite de exclusão de ratos.
Resumo: Colite de exclusão é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento de processo inflamatório crônico na mucosa de segmentos do intestino grosso desprovidos de trânsito intestinal. A enfermidade apresenta aspectos clínicos, endoscópicos e histológicos semelhantes às doenças inflamatórias intestinais sugerindo bases etiopatogênicas comuns. O surgimento da doença encontra-se relacionado à deficiência de ácidos graxos de cadeia curta na luz intestinal, que representam o principal substrato energético necessário ao metabolismo das células da mucosa cólica. O dano progressivo por interferir na expressão de genes relacionados ao controle do ciclo celular, é um dos fenômenos iniciais do desencadeamento do processo inflamatório, já sendo demonstrado sua correlação com desenvolvimento de displasias e neoplasias em portadores de doença inflamatória intestinal. Embora apresentem aspectos histológicos semelhantes, até a presente data não se estudou, experimentalmente, a correlação entre dano oxidativo do DNA e as alterações inflamatórias das células da mucosa cólica, em portadores de colite de exclusão. Da mesma forma, ainda não se encontra esclarecida a possibilidade do surgimento de displasias e neoplasias colorretais, em virtude da alteração da expressão de genes e proteínas reguladoras do ciclo celular decorrentes do dano oxidativo do DNA, em animais submetidos à colite de exclusão. O objetivo do presente estudo é verificar, experimentalmente, se existe interferência do tempo de exclusão do trânsito intestinal, no dano oxidativo do DNA, nas alterações histológicas e de expressão da proteína p53 no cólon de ratos submetidos à exclusão de transito intestinal.
Coordenador: Carlos Augusto Real Martinez
Contato: carlos.martinez@usf.edu.br

Título: Avaliação do Dano Oxidativo e Proteínas de Reparo do DNA de células normais e neoplásicas
Resumo: O estresse oxidativo (EO) às células da mucosa cólica, decorrente de radicais livres, por induzir a formação de 8-hidroxiguanina pode determinar erros de pareamento durante a formação do DNA promovendo mutações de genes relacionados ao controle do ciclo celular. O EO representa um dos fenômenos iniciais da carcinogênese colorretal. A formação de clone de células que apresentem mutações encontra-se na dependência da eficácia do sistema de reparo do DNA. Quando as proteínas de reparo corrigem o DNA danificado a célula se multiplica de forma normal. Quando o dano não pode ser corrigido pelas proteínas de reparo, a célula é induzida a apoptose com o intuito de impedir formação de clone de células mutantes. Até a presente data poucos trabalhos avaliaram a relação entre a quantificação do EO ao DNA, e a atividade do sistema de reparo comparando ostecidos normais e neoplásicos em portadores de câncer colorretal. Objetivo: O objetivo do presente estudo é mensurar os níveis de EO ao DNA de células isoladas da mucosa cólica de doentes com câncer colorretal comparando tecidos normal e neoplásico e correlacionando-o a atividade de reparo. Método: Serão estudados 50 enfermos portadores de câncer colorretal operados entre 2005 e 2007. A avaliação do EO ao DNA será realizada pela da versão alcalina do ensaio cometa (eletroforese e gel de célula única) a partir de fragmentos de tecido cólico normal e neoplásico obtidos imediatamente após a extirpação do espécime cirúrgico. A extensão das rupturas das hélices do DNA será analisada com método de intensificação de imagem, em 200 células escolhidas aleatoriamente (100 de cada amostra de tecido) com o programa Komet 5.5. A mensuração da cauda obtida de cada célula (Tail Moment) representa, quantitativamente, a extensão do dano oxidativo ao DNA. A quantificação da expressão de genes envolvidas no sistema de reparo do DNA será feita por reação de polimerase em cadeia em tempo real (RT-PCR) desenhando-se primers específicos para os genes hMLH1 e MGMT. A análise estatística das variáveis consideradas será realizada pelos de comparação de médias, análise de variância e correlação adotando-se nível de significância de 5% (p<0,05).
Coordenação: Denise Gonçalves Priolli
Contato: denise.priolli@usf.edu.br

Título: Efeitos da Infecção por Helicobacter pylori no padraõ de metiliação e nas vias de sinalização
Resumo: O Helicobacter pylori parece ser responsável por desencadear uma progressão patológica na mucosa ástrica que pode evoluir para o câncer gástrico. A infecção causa uma resposta inflamatória que é seguida de um aumento na produção de citocinas. Durante o processo inflamatório espécies reativas de oxigênio e nitrogênio são geradas em resposta a mediadores próinflamatórios e produtos da parede celular bacteriana. Estes compostos reagem com o DNA e podem induzir alterações protéicas, danos a membrana celular, oxidação no DNA, quebras na fita do DNA, além de instabilidade cromossômica. Além disso, diversos estudos mostram que alterações no padrão de metilação do DNA são freqüentemente associadas à inflamação crônica, sugerindo que a infecção por H. pylori poderia contribuir na alteração destes padrões na carcinogênese gástrica. Sabese que quebras na fita DNA anteriormente mencionadas são lesões criticas a molécula e podem resultar na morte celular ou em uma grande variedade de alterações genéticas tais como deleções, perda de heterozigozidade, translocações e perda cromossômica, que são considerados marcadores do desenvolvimento de câncer. Para manter a fidedignidade do genoma as células eucarióticas possuem mecanismos cuja função na cascata de sinalização é reconhecer os danos ao DNA, parar o ciclo celular e ativam as vias de reparo ao DNA. Desse modo, pretende-se avaliar a influência da infecção por H. pylori no padrão de metilação de 82 genes e nas vias de sinalização de mecanismos de reparo ao DNA in vitro e in vivo.
Coordenação: Marcelo Lima Ribeiro
Contato: marcelo.ribeiro@usf.edu.br

Título: Estudo padrão de metilação de MGMT e MLH1, instabilidade de microssatélites e as mutações
Resumo: Existem os tipos papilífero, medular, anaplásico, folicular e adenoma de tireoide, sendo que o carcinoma de tireoide papilífero (PTC) é o mais recorrente. A via da MAP quinase é uma clássica via de sinalização intracelular que desempenha um papel fundamental na proliferação celular, diferenciação, apoptose e sobrevida e, quando erroneamente ativados, tumorigênesis. Mutações nos genes BRAF e RET/PTC são as maiores causas do aumento da ativação desta via. A mutação BRAF é a alteração genética mais conhecida no carcinoma de tireoide e acontece, em sua maioria, no PTC. Similarmente, existem evidências demonstrando que a mutação RET/PTC tem um papel predominante no desenvolvimento de PTC, assim como relatos de pacientes com RET/PTC1 e uma maior taxa de metástase em linfonodos. Essas mutações também podem causar a hipermetilação de alguns genes de reparo ao DNA, como MLH1 e MGMT e consequente instabilidade de microssatélites (MSI). A MSI representa uma forma de instabilidade genômica associada com sistema de reparo do DNA defeituoso em tumores, caracterizada pelas expansões ou contrações de uma sequência no DNA, que vem sendo muito estudada no processo de carcinogênese de tireoide. Além disso, recentemente a mutação IDH1 tem sido encontrada em diversos subtipos histológicos de tumores na tireoide, tendo um importante papel no controle celular de dano oxidativo e apresentando uma forte associação com a hipermetilação de MGMT em glioblastomas. Visto isso, este estudo avaliou a associação das mutações BRAF V600E, RET/PTC e IDH1 nos mecanismos de reparo ao DNA, como o padrão de metilação dos genes MLH1 e MGMT e sua correlação com instabilidade de microssatélites em pacientes com carcinoma de tireoide.
Coordenação: Marcelo Lima Ribeiro
Contato: marcelo.ribeiro@usf.edu.br

Título: Relação entre Estresse Oxidativo e Classes Morfofunionais do Adenocarcioma Colorretal
Resumo: Atualmente a pesquisa procura estabelecer a relação entre fonte de produção de proteína tumoral, analisando distribuição e intensidade de imunoexpressão e o nível de antígenos séricos, relacionados à diferenciação celular do carcinoma colorretal. Avalia aspectos histológicos da célula neoplásica e alterações funcionais decorrentes do processo de carcinogênese, baseadas na capacidade de produção de antígeno e alterações na dinâmica secretória. Considera conjuntamente aspectos anatomopatológicos e funcionais na célula neoplásica, em classificação morfofuncional, contribuindo para o estabelecimento de dinâmicas teciduais semelhantes e avaliação fidedigna das evoluções distintas no câncer colorretal. As células epiteliais da mucosa do colo possuem características de epitélio colunar especializado, fazendo com que proteínas produzidas no seu interior tenham orientação de direção específicas. A aferição do conteúdo de proteínas celulares, resultado de sua capacidade de produção e excreção pela célula neoplásica, portanto sua dinâmica produtora, pode contribuir para o compreensão entre fonte de produção e antígenos séricos relacionados à neoplasia. A falência da manutenção de estabilidade funcional da célula neoplásica em seus estágios progressivos pode permitir a identificação de carcinomas de comportamento biológico distintos. Com o aprimoramento no seguimento e com o melhor entendimento dos eventos biológicos individualizados que governam a evolução dos doentes com carcinoma colorretal é possível surpreender, mais precocemente, recidivas, bem como identificar carcinomas com perda da orientação polarizada e da diferenciação celular, representantes do distúrbio morfofuncional, o que permitirá identificar neoplasias mais agressivas. O objetivo desta linha de pesquisa é avaliar as alterações morfológicas e funcionais do câncer colorretal e determinar agrupamentos neoplásicos com evoluções semelhantes.
Coordenador: Denise Gonçalves Priolli
Contato: denise.priolli@usf.edu.br

Título: Identificação e caracterização de polimorfismos de nucleotídeos únicos em genes e microRNAs envolvidos com a tumorigênese
Resumo: Investiga a identificação de polimorfismos de nucleotídeos únicos (SNPs) em genes e microRNAs envolvidos com as principais vias de sinalização oncogênica, incluindo o reparo do DNA e a via NF-kB, como fatores de risco na tumorigênese. Também, após a identificação de SNPs envolvidos com a suscetibilidade ao câncer, investiga a caracterização dos mesmos em linhagens celulares tumorais e amostras de tecidos tumorais de pacientes com câncer.
Coordenador: Manoela Marques Ortega
Contato: manoela.ortega@usf.edu.br

Título: Avaliação dos efeitos terapêuticos de clísteres com mesalazina MMX na colite induzida por ácido trinitrobenzenosulfônico (TNBS). estudo experimental
Resumo: A colite de experimental (CE) é um modelo utilizado para o estudo das doenças inflamatórias intestinais. Nesse modelo a colite pode ser induzida pela exposição da mucosa intestinal a diferentes agentes biológicos (bactérias, vírus), químicos [peróxido de hidrogênio,ácido acético, sulfato de dextran, ácido trinitrobenzeno sulfônico (TNBS)] ou físicos (radiação).
A exposição da mucosa a esses agentes tem como objetivo determinar a lesão da barreira epitelial formada pelo epitélio cólico, permitindo a exposição das camadas internas da parede intestinal a bactérias e antígenos existentes na luz intestinal deflagrando, consequentemente,a resposta inflamatória local. Dentre os principais modelos de CE utilizados a colite induzida por TNBS é um dos mais utilizados, pois permite a avaliação dos efeitos de diferentes substâncias no tratamento e prevenção da CE. A mesalazina, ou ácido 5-aminosalicílico, é um derivado salicílico, que vem se demonstrando eficaz para o tratamento de diferentes formas de colite. Recentemente foi disponibilizada apresentação denominada MMX onde o comprimido ou o pó disponibilizado com o princípio ativo da droga é revestida com agente que retarda a sua liberação, melhorando a biodisponibilidade da droga.
Coordenador: Carlos Augusto Real Martinez
Contato: carlos.martinez@usf.edu.br





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