Entre os dias 13 e 16 de maio, estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Francisco (USF), participaram de uma viagem acadêmica ao Rio de Janeiro, organizada pelas Práticas Investigativas em Arquitetura e Urbanismo (PIAU). A atividade integrou ações voltadas à formação acadêmica dos estudantes, promovendo contato direto com obras, escritórios, instituições e diferentes abordagens relacionadas à arquitetura e ao urbanismo brasileiros.
A viagem reuniu alunos dos Câmpus de Campinas, Itatiba e Bragança Paulista em uma programação voltada à ampliação de repertório, ao conhecimento de diferentes práticas profissionais e à compreensão da arquitetura a partir da experiência direta com a cidade. As visitas permitiram observar relações entre arquitetura, paisagem, infraestrutura, patrimônio, cultura e modos de ocupação urbana, complementando os conteúdos desenvolvidos em sala de aula.
Ao longo dos quatro dias, os estudantes visitaram importantes obras e instituições ligadas à arquitetura, ao urbanismo e à cultura brasileira. Entre os destaques estiveram o Palácio Gustavo Capanema, projeto de Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Carlos Leão, Jorge Machado Moreira e Ernani Vasconcelos; o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), de Affonso Eduardo Reidy; o Conjunto Residencial Pedregulho; e o Parque Guinle, de Lucio Costa.
A programação também incluiu visitas ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), projetado por Oscar Niemeyer; ao Museu do Amanhã, de Santiago Calatrava; e ao Museu de Arte do Rio (MAR), desenvolvido pelo escritório Bernardes Arquitetura, possibilitando discussões sobre patrimônio, arquitetura contemporânea e transformação urbana na região portuária do Rio de Janeiro.
Além das obras visitadas, os estudantes tiveram contato com diferentes formas de atuação profissional e acadêmica dentro da arquitetura contemporânea brasileira. A programação incluiu visitas a escritórios, universidades e iniciativas que atuam em áreas como habitação, urbanismo, sustentabilidade, interiores, paisagem e projetos urbanos.
Na Universidade Federal Fluminense (UFF), os alunos foram recebidos pelo arquiteto professor Gustavo Martins, do escritório Oficina de Arquitetos, em uma conversa sobre prática profissional, ensino e processos de projeto.
Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os estudantes foram recebidos pela docente Mara Eskinazi em uma visita ao curso de Arquitetura e Urbanismo da instituição. A atividade incluiu a apresentação do edifício da FAU UFRJ, projetado por Jorge Machado Moreira, importante referência da arquitetura moderna brasileira, além de uma visita ao Núcleo de Pesquisa e Documentação (NPD) da FAU UFRJ, setor dedicado à preservação, pesquisa e organização de acervos relacionados à arquitetura e ao urbanismo brasileiros. A experiência permitiu aos alunos conhecer parte da estrutura acadêmica da universidade, seus espaços de ensino e pesquisa e iniciativas voltadas à preservação da memória da arquitetura nacional.
Entre os escritórios visitados estiveram a Bernardes Arquitetura, o escritório Índio da Costa, o Archi5 e a Oficina de Arquitetos, permitindo aos estudantes conhecer diferentes escalas de atuação, metodologias de projeto e experiências profissionais.
A programação incluiu ainda visitas à Ecomimesis e ao escritório Embya, apresentando abordagens relacionadas à sustentabilidade, processos colaborativos e estratégias contemporâneas de projeto.
Outro momento da viagem foi a experiência com o projeto “Entre o céu e a favela”, conduzido pelo arquiteto Rodrigo Saavedra, que abordou questões relacionadas à paisagem urbana, território e ocupação das favelas cariocas.
As discussões sobre habitação e urbanismo também foram aprofundadas na visita conduzida por Pedro da Luz, relacionada ao programa Favela Bairro, iniciativa de urbanização de comunidades no Rio de Janeiro.
A programação incluiu ainda visitas ao Parque Realengo de autoria da Ecomimesis, ampliando os debates sobre espaço público, sustentabilidade e transformação urbana.
Ao aproximar os estudantes de arquitetos, pesquisadores e diferentes formas de atuação profissional, a viagem reforçou a importância do repertório e da experiência direta na formação em Arquitetura e Urbanismo.
Mais do que uma atividade de estudos, a experiência proporcionou momentos de troca, convivência e aproximação com diferentes contextos da arquitetura e da cidade brasileira.