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Pastoral Universitária

FRANCISCO DE ASSIS E O SULTÃO - 6

30/09/2019
 TODAS CIDADES TÊM OS SEUS LOBOS QUE GERAM MEDO E TENSÃO

Atravessa a história o legendário relato do lobo de Gubbio. O texto narrado em I Fioretti 21 ganha muitas interpretações através do tempo. É muito conhecido, pois conta a presença de um lobo feroz que assustava os moradores da cidade de Gubbio devorando ovelhas, animais domésticos, ameaçando a todos. O medo do lobo traz tensão a cidade. Os moradores se armam para enfrentar o lobo. Ele passa a ser caçado implacavelmente e vira assunto presente nas conversas cheias de ódio. Francisco chega a cidade e encontra um ambiente de preocupação e risco de morte.

Assume ir ao encontro do lobo. Faz o sinal da cruz e parte, sem nada, para enfrentar o animal, tendo unicamente a sua fé. Segundo o relato, ele fica frente a frente com a fera e procura, através de sinais, ter uma conversa. Sem violência e nenhum ataque, descobre que o problema do lobo é a fome. Comida negada, convívio negado. Sempre que procurou saciar a sua fome foi expulso da cidade. Para comer e não morrer faz valer seu instinto animal: atacar para saciar, matar se for preciso. Na conversa com Francisco surge um acordo de paz: vai para a cidade e os habitantes entram com a comida e ele com o domesticado modo de viver em paz na cidade de Gubbio.

A cidade que vivia fechada em seu medo sabe que o animal não oferece mais perigo. Medo paralisa; solução de problemas devolve a calma nas ruas e estradas. Francisco de Assis não tem medo e agressividade e, com este seu jeito faz a cidade voltar a andar nas ruas com segurança. Todas cidades têm os seus lobos que geram medo e tensão. A violência urbana, o assalto, o trânsito desregrado, os perigos rondando em cada esquina da contravenção, do tráfico de drogas, das milícias e dos dramas sociais. Cada cidade tem um lobo que alimenta ou não. O problema existe, a questão é descobrir a causa. Francisco descobriu que a causa da agressividade do lobo era a fome que sentia. Quais são as fomes que existem nas cidades?

Quando Francisco vai ao Sultão, os dois fazem um diálogo para descobrirem o que têm em comum. Em comum havia a fé que gerou entre os dois a paz e nenhum risco de morte. Em comum havia a quinta Cruzada prestes a gerar a morte. Dialogando, Francisco de Assis saiu vivo deste encontro. Já, os que comandavam a Cruzada, não construíram um diálogo de paz e deixaram milhares de mortos no campo de batalha.

CONTINUA

FREI VITORIO MAZZUCO


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